quarta-feira, 23 de abril de 2008

Expectativa de Vida - conclusão

Aurora

O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.
As casas também iam bêbedas.

Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),
que o mundo ia acabar às 7 e 45.
Últimos pensamentos! últimos telegramas!
José, que colocava pronomes,
Helena, que amava os homens,
Sebastião, que se arruinava,
Artur, que não dizia nada,
embarcam para a eternidade.

O poeta está bêbedo, mas
escuta um apelo na aurora:
Vamos todos dançar
entre o bonde e a árvore?

Entre o bonde e a árvore
dançai, meus irmãos!
Embora sem música
dançai, meus irmãos!
Os filhos estão nascendo
com tamanha espontaneidade.
Como é maravilhoso o amor
(o amor e outros produtos).
Dançai, meus irmãos!
A morte virá depois
como um sacramento.
Carlos Drummond de Andrade

Nota do grupo:

A busca constante do homem pelo conhecimento o leva a uma maior expectativa de vida, o homem prolonga desta forma seu “precioso” tempo na Terra. A procura pela longevidade continua, porém, e a procura pela qualidade de vida?

Talvez devêssemos nos desvencilhar do prolongamento da vida e nos preocupar mais de como a estamos utilizando. Os avanços científicos e tecnológicos certamente nos levarão ao aumento desta expectativa, como vimos nos mapas e gráficos já postados, entretanto vimos também que está expectativa não é para todos. Enquanto corremos para realizar os nossos interesses esquecemos-nos do interesse do outro, nas charges e nos vídeos mostrados é notável a falta de qualidade e a quase esquecida esperança de vida.

Através do poema de Carlos Drummond de Andrade podemos compreender que a morte é apenas um sacramento, não devemos valorizá-la tanto como fazemos. “Vamos todos dançar”, esquecer esta busca que tudo atravessa e que nada respeita. Vamos tratar e educar, “os filhos estão nascendo” e assim valorizar o amor ao próximo, afinal “como é maravilhoso o amor”. E nunca esquecermos que podemos ser africanos ou europeus, negros ou brancos, pobres ou ricos, devemos todos nos unir, já que somos todos irmãos...”Dançai, meus irmãos!/ A morte virá depois/ como um sacramento.”

Expectativa de Vida - vídeo

Link do vídeo:




Neste vídeo podemos apontar um problema que está intrinsecamente ligado à variação da expectativa de vida em termos globais. A desigualdade social é a grande causa desta, considerando que podemos notar, por exemplo, diversos países denominados primeiro mundo com exemplar assistência médica pública, enquanto há locais, como a África, que possuem um número exorbitante de portadores de HIV, como mostra o mapa a seguir:


Expectativa de Vida - charges



Nota do grupo:
As charges acima demonstram algumas das causas da baixa da expectativa de vida em um país: o descaso com a violência e com a saúde pública. Para que o governo aja frente a estes problemas é necessária a mobilização popular. Os indices de mortalidade infantil no Brasil são alarmantes, seja pela violência ou pela incompetência dos hospitais públicos. Enquanto não houver mobilização por parte do povo brasileiro, não haverá mudanças significativas nas estatísticas.

Expectativa de Vida - notícia

Expectativa de vida de mulheres diminui nos Estados Unidos
22/04 - 14:19 - EFE

Washington, 22 abr (EFE).- Pela primeira vez em mais de noventa anos a expectativa de vida para as mulheres nos Estados Unidos diminuiu de maneira significativa, segundo a imprensa local.


De acordo com a revista Public Library of Science (PLoS), o estudo feito pelo epidemiologista Christopher Murray, da Universidade do Estado de Washington, a tendência é mais observada no Sul, no Meio-Oeste e em algumas partes do estado do Maine.Em quase mil condados, que abrigam 12% das mulheres americanas, a expectativa de vida é mais baixa que no anos 80, segundo o estudo.


"Acho que isto é um aviso, um sinal. Suspeito que não ficará isolado a esses condados", disse Murray.


Entre as razões apontadas para a estagnação ou diminuição da expectativa de vida estão as taxas mais altas de morte entre as mulheres por ataques cardíacos e o aumento da obesidade durante as últimas duas décadas - que as afeta mais do que aos homens.


O estudo mostra que quase 33% das mulheres nos EUA são obesas, enquanto 31% dos homens estão muito acima do peso.


Entre 1961 e 1999 a expectativa de vida para as mulheres em todo o país subiu de 73,5 para 79,6 anos, de acordo com a informação colhida por Murray e seus colaboradores.


No mesmo período a expectativa para os homens subiu de 66,9 a 74,1 anos.


Nota do grupo:


Podemos observar na notícia postada acima o estudo que se possui hoje sobre a variação da expectativa de vida e os fatores que interferem na mesma. Um sério fator é a obesidade, esta que se torna progressivamente mais freqüente entre as sociedades nas quais são comuns os hábitos sedentários. A falta de exercício e a alimentação desregrada - em muitos países através de fast-food - são os mais vistos nos EUA, por exemplo.


Expectativa de Vida - entrevista

Um mundo mais velho
O brasileiro que coordena o programade envelhecimento da OMS diz que a sociedade deve se preparar para ter igual número de idosos e jovens

Tiago Cordeiro

Para o médico gerontologista Alexandre Kalache, o rápido envelhecimento da população mundial, tendência que costuma alarmar os especialistas no assunto, deve ser motivo de comemoração. Segundo ele, esse novo quadro demográfico vai obrigar os países a transformar os idosos de fardos para a economia em pessoas integradas à sociedade produtiva. Kalache coordena desde 1995, em Genebra, na Suíça, o Programa de Envelhecimento e Curso de Vida, da Organização Mundial de Saúde, que estabelece políticas públicas globais para a terceira idade. Segundo o médico, as sociedades terão de se preparar em várias frentes para um mundo que, em 2050, terá o mesmo número de idosos e de jovens. A instituição da aposentadoria, por exemplo, deverá ser totalmente revista. "A tendência é que, em vez de se aposentar de um dia para o outro, a pessoa reduza a carga horária devagar, com o passar dos anos. Esse procedimento é o ideal porque mantém o cidadão integrado à sociedade", opina Kalache. Na semana passada, o médico, que é carioca, esteve no Rio de Janeiro para participar do Congresso Internacional de Gerontologia. Ele deu a seguinte entrevista a VEJA.


VejaA média da expectativa de vida no mundo, que era de 50 anos em 1900, pulou para 79 anos em 2000. A sociedade está preparada para abrigar tantos idosos?

Kalache – O fato de a humanidade ter acrescentado 29 anos a sua expectativa de vida é a maior conquista do século XX e o grande desafio do século XXI. Em muitos países, mesmo na Europa, ainda persiste a mentalidade de que a população é predominantemente jovem. O sistema de saúde e a infra-estrutura urbana não levam em consideração o aumento acelerado de pessoas na terceira idade. Na França, um país rico, idosos morreram aos milhares durante a onda de calor de 2003. Em 2050 o número de idosos no mundo vai ser equivalente ao de jovens, e é preciso que as sociedades se preparem para essa mudança. O idoso de 2050 não é uma abstração, ele é o jovem de hoje. A geração que atualmente está próxima da aposentadoria, os chamados baby boomers, nascidos depois da II Guerra, talvez mude a forma como entendemos o envelhecimento.


VejaDe que maneira isso pode acontecer?

Kalache – Essa geração, nascida entre 1950 e 1964, criou o conceito de adolescência como o conhecemos hoje, uma fase com seus próprios problemas e demandas. Ela promoveu uma revolução sexual e de costumes. Agora, está redefinindo as expectativas pessoais e profissionais da vida adulta. Essa geração vai nos ensinar que envelhecer participando da sociedade é mais importante do que envelhecer com saúde. Seus integrantes têm um padrão educacional muito mais alto do que seus pais e avós. Vão envelhecer exigindo ter voz ativa e serão muito mais exigentes com seus médicos e familiares. Serão também grandes consumidores. O mercado de turismo já tem muitas agências especializadas nesse setor. Há carros sendo projetados especialmente para essa geração, com portas mais largas, poltronas que se elevam para que o motorista entre com mais facilidade e pára-brisa maior. Por causa dos baby boomers, o design do século XXI vai ser simplificado.


VejaAs famílias estão ficando menores e a diferença de idade entre as gerações está aumentando. Esse distanciamento pode provocar conflitos na convivência doméstica?

Kalache – O risco de conflitos não tende a aumentar porque o avô e a avó sempre exercem um papel conciliador. O mesmo vale no ambiente profissional. Uma grande rede de supermercados da Inglaterra tem como política contratar pessoas com mais de 60 anos para fazer pequenos trabalhos. A administração chegou à conclusão de que a presença do idoso no ambiente profissional faz com que os conflitos entre chefes e empregados diminuam. O mais velho é aquele que conversa com o chefe, dá algumas sugestões ponderadas e acalma o ambiente. O mesmo pode acontecer na família, desde que os membros mais idosos não participem dela apenas por falta de opção.


VejaComo será possível sustentar cada vez mais idosos aposentados sem que o sistema previdenciário dos países entre em colapso?

Kalache – Para pagar a conta dos aposentados, a solução é manter as pessoas trabalhando por mais tempo. A previdência social, no mundo todo, está numa encruzilhada. O risco é acontecer em muitos países o que acontece no Brasil, em que se tem um sistema fantástico só para a elite e quase nada para a maioria da população.


VejaIsso significaria rever a instituição da aposentadoria?

Kalache – Exatamente. A idade média em que as pessoas se aposentam vinha caindo de forma alarmante, mas hoje há uma reversão nesse quadro. Em 1995, nos países-membros da União Européia, 30% dos trabalhadores tinham mais de 50 anos. Esse número deve aumentar para 48% em 2030. A tendência é que, em vez de se aposentar de um dia para o outro, a pessoa reduza a carga horária devagar, com o passar dos anos, e faça trabalhos que não dependam da força física. Esse procedimento é o ideal, porque mantém o cidadão integrado à sociedade.


VejaMesmo que queiram continuar produtivos, os idosos têm pouco espaço no mercado de trabalho. É possível aproveitar melhor a experiência deles?

Kalache – A integração do idoso à sociedade pode acontecer de outras formas. Não é de hoje que a economia de mais de 3.000 municípios do Brasil gravita em torno daquele dinheirinho da pensão. O valor da pensão parece uma miséria, mas é fundamental, movimenta o comércio e gera crédito para toda a família. Na África, é a mulher idosa que cuida dos filhos e dos netos vítimas de aids. Na Espanha, segundo uma pesquisa recente, as mulheres entre 75 e 84 anos que têm doentes em casa dedicam em média cinco horas e meia por dia para cuidar deles. Se essas mulheres idosas fizessem greve, o sistema de saúde entraria em colapso.


VejaOs problemas de saúde enfrentados pelos idosos são diferentes nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento?

Kalache – Não. As causas de mortalidade do idoso são as mesmas na África ou na Noruega. Nos países em desenvolvimento, depois que se escapa da morte prematura na infância, a expectativa de vida passa a ser muito próxima à dos países desenvolvidos. O idoso favelado no Brasil hoje morre de câncer, de derrame, do coração e de diabetes. Antes, ele não vivia o suficiente para sofrer desses males, que eram considerados doenças de rico. Hoje, os pobres têm acesso a um sistema de saúde melhor do que há vinte anos. Os ricos, por outro lado, aprenderam a se alimentar melhor e, beneficiados pelos avanços da medicina, adquiriram condições de evitar ou adiar males fatais.


VejaComo evitar que o dinheiro destinado à saúde dos idosos sacrifique os gastos no atendimento a gestantes e crianças?

Kalache – Trinta anos atrás, os médicos precisavam de muito treinamento nas áreas de obstetrícia e pediatria, porque havia uma massa enorme de mulheres tendo filhos. Agora, as demandas são outras. Continuar com aquele modelo antigo, do centro de saúde feito para a criança, é perder a perspectiva de que o mundo está em transformação. Um hospital que atenda ao idoso beneficia a todos. É um lugar com facilidade de acesso aos quartos, sinalização clara, profissionais bem treinados, uma sala de espera confortável e banheiros adequados.


VejaA chegada à terceira idade é igual para homens e mulheres?

Kalache – As mulheres vivem mais e são mais pobres porque recebem aposentadorias menores. Além disso, por causa de hábitos culturais, elas se casam com homens mais velhos, o que traz um período de viuvez empobrecida que dura em média quinze anos. É nesse período que elas mais precisam de ajuda e acabam indo morar com a família. Uma pesquisa recente apontou que a mulher mais propensa à depressão é a idosa que vive com os filhos e mora num apartamento apertado, dormindo no quarto dos netos adolescentes. Essa idosa acaba sendo vítima de vários tipos de abuso.


VejaQue tipo de abuso?

Kalache – A OMS estima que entre 7% e 10% dos idosos do mundo sofrem algum tipo de maus-tratos físicos e psicológicos constantemente. Uma forma cada vez mais comum, principalmente nos países ricos, é o abuso financeiro. O idoso acaba sendo extorquido pelos familiares. Há vinte anos, os países se recusavam a admitir a violência doméstica contra a mulher e a criança. Agora estamos começando a levantar dados sobre os maus-tratos aos idosos.


VejaOs países orientais têm fama de tratar bem seus idosos. É verdade?

Kalache – À medida que as sociedades se modernizam e se urbanizam, a cultura de reverência aos idosos vai se diluindo. A sociedade oriental se transformou e a juventude tem outros valores. No Japão existem delinqüentes juvenis especializados em assaltar velhinhas. Em países da Ásia, já andei em ônibus em que os velhinhos vão em pé e ninguém se levanta para oferecer o assento.


VejaQue países protegem melhor seus idosos?

Kalache – As nações ricas têm melhor infra-estrutura e oferecem mais oportunidades de emprego, recreação e educação. Porém, existem outros fatores igualmente importantes para o bem-estar dos idosos. Os brasileiros ainda cultivam um carinho no trato pessoal e uma afabilidade com os mais velhos que não existem na Europa e na Ásia. Essa atitude é muito positiva e difícil de medir. Tanto o Brasil como a África do Sul têm projetos fantásticos com os quais se pretende garantir a pensão automática para os idosos pobres que não contribuíram para a Previdência.


VejaCom que idade é preciso se preparar para envelhecer?

Kalache – A partir da hora em que se nasce. Envelhecer é um processo e, agora que a vida das pessoas se tornou mais longa, a sociedade precisa responder com medidas práticas. Transporte público, por exemplo. Uma sociedade que não tem ônibus adequados condena o idoso a ficar ilhado em casa. Outra questão é o calçamento. Como é que você vai pedir que o idoso tenha uma atividade física se as ruas estão cheias de buracos?


VejaDepois do Viagra, a vida sexual dos idosos deixou de ser tabu?

Kalache – Em alguns países, como a Dinamarca, a Holanda e a Inglaterra, já não é tão escandaloso que o idoso viúvo saia para paquerar. Mas o homem é mais bem-aceito do que a "velha assanhada". Esta é pressionada para viver seus últimos anos como uma pessoa recatada, que não pode pensar em sexo.


VejaUm mundo mais idoso será mais conservador?

Kalache – Uma população envelhecida não é necessariamente mais conservadora. Na França, no recente referendo sobre a Constituição da União Européia, 58% dos cidadãos de 50 a 64 anos votaram a favor de sua aprovação. Se dependesse deles, o país teria dado um sim categórico à Constituição. Na Europa, pela primeira vez os países têm de se preocupar com o envelhecimento da população imigrante. Agora, o trabalhador da Jamaica ou do Paquistão que se aposenta na Inglaterra tem força política e tende a não ser conservador. O idoso do passado não tinha o hábito de votar. Hoje, vota.


VejaNão é difícil promover campanhas pela valorização da terceira idade num mundo que celebra a juventude?

Kalache – São pouquíssimos os exemplos de valorização da idade madura. Há seis anos, estive com a atriz Jane Fonda e pedi que nos ajudasse numa campanha de conscientização para criar uma sociedade atenta ao idoso. Ela se negou taxativamente. Há muitas pessoas idosas famosas e muito bonitas que só querem projetar uma imagem de juventude. É o caso da atriz Sophia Loren e do ator Paul Newman. Eles não querem projetar uma imagem de beleza, mas de juventude. No Brasil, isso é pior ainda. Conversei muito com as atrizes Tônia Carrero e Fernanda Montenegro e elas também não quiseram participar de campanhas de valorização da terceira idade. Estar associado a envelhecimento, pelo jeito, é ruim para a imagem do artista. Agora, estamos fazendo um apelo para que Pelé, que completa 65 anos neste ano, seja nosso embaixador.


VejaAs pessoas hoje vivem mais e os casais têm menos filhos. Como isso vai se refletir na demografia do planeta?

Kalache – Até o fim do século passado o mundo vinha envelhecendo por causa da diminuição, em termos relativos, do número de jovens. Esse fenômeno começou na Europa, mas hoje já se espalhou pelo resto do mundo. No Brasil, a média de filhos por mulher caiu de 5,8 no começo dos anos 70 para 2,1. Esse é exatamente o valor da taxa mínima de reposição populacional: dois filhos por casal mais uma pequena margem para cobrir a mortalidade infantil. Existem hoje setenta países com índices de fecundidade abaixo da taxa de reposição. Há vinte anos, eram só 22. Daqui a quinze anos, serão 123 países de todos os continentes, com exceção da África. O envelhecimento da população do mundo é um processo irreversível.


VejaO senhor completa 60 anos em outubro. Está pronto para envelhecer?

Kalache – Tenho excelentes hábitos alimentares e sou bastante ativo. Mas o mais importante é ter projetos. Os índices de morte no ano seguinte à aposentadoria são muito altos porque, de repente, você se sente inútil, e isso tem um impacto grande na saúde. Não pretendo parar de jeito nenhum. A aposentadoria não está na minha agenda.





Nota do grupo:

A entrevista traz informações essenciais para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária, de forma que todos devem ser integrados, inclusive os idosos. Com a expectativa de vida aumentando cada vez mais devemos dar mais atenção a eles, afinal a economia depende de todos os presentes em uma sociedade e a tendência é o aumento do número de idosos nesta.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Expectativa de Vida - ficção ou realidade?

O avanço da tecnologia e da ciência, conseqüentemente da medicina, durante a história do homem foi essencial ao aumento do tempo de vida do mesmo. Profissionais capacitadados, técnicas apuradas e a formulação constante de drogas trouxeram ao mesmo uma longa vida. Porém até quando a tendência de elevação da expectativa de vida e consequentemente a longevidade se extenderão no futuro?
Isto dependerá da evolução das ciências. No contexto atual forte atenção está voltada aos estudos para decodificação do DNA e o entendimento de porque algumas pessoas são mais suscetíveis a doenças do que outras. Os estudos estão voltados também para os radicais livres e os hormônios e seus relacionamentos com o envelhecimento.

Fatores Influentes

HEREDITÁRIOS
Longevidade dos ascendentes paternos e maternos (pais, avós, bisavós).


CLIMÁTICOS
Altitude, latitude, regime climático e temperaturas.


AMBIENTAIS
Qualidade da água, qualidade do ar, vegetação, poluição, contexto familiar e contexto social.


ALIMENTARES
Calorias ingeridas, gorduras e seus tipos, carnes, laticínios - iogurte, conservantes, aditivos

químicos e vinho.

COMPORTAMENTAIS
Nível de estresse, fumo, drogas, álcool, exercícios físicos, trabalho, higiene, atividade sexual, tipo de moradia, bem estar e prazer de viver.


MÉDICINAIS
Assistência médico-hospitalar, medicamentos, complementos alimentares - vitaminas, sais minerais e fitoterapia.

Expectativa de Vida - Brasil


Em 2003, a esperança de vida estimada ao nascer no Brasil, para ambos os sexos, subiu para 71,3 anos. Foi um aumento de 0,8 anos em relação à de 2000 (70,5 anos). Mas o patamar desse indicador poderia ser superior em 2 ou 3 anos, não fosse o efeito das mortes prematuras de jovens por violência. O Brasil, por algum tempo experimentou declínios nas taxas de mortalidade em todas as idades. Mas, a partir de meados dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas (violência) passaram ter um papel de destaque, desfavorável, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino.
Entre 1980 e 2003 a esperança de vida ao nascer, no Brasil, elevou-se em 8,8 anos: mais 7,9 anos para os homens e mais 9,5 anos para as mulheres. Em 1980, uma pessoa que completasse 60 anos de idade teria, em média, mais 16,4 anos de vida, perfazendo 76,4 anos. Vinte e três anos mais tarde, um indivíduo na mesma situação alcançaria, em média, os 80,6 anos. Aos 60 anos de idade os diferenciais por sexo já não são tão elevados comparativamente ao momento do nascimento: em 2003, ao completar tal idade, um homem ainda viveria mais 19,1 anos, enquanto uma mulher teria pela frente mais 22,1 anos de vida.






Expectativa de Vida - crescimento e diferenciação

Gráfico 1 - Expectativa de Vida, em anos:
Azul = Mundo
Marrom = América Latina
Vermelho = Países mais desenvolvidos
Verde = Países menos desenvolvidos
Amarelo = Brasil.
Fonte: ONU.
Mapa 1 - Expectativa de Vida, em anos:

Nota do grupo:
Após a análise das figuras acima podemos concluir que a expectativa de vida é bastante irregular entre as diversas nações do mundo. Esta diferença é ocasionada por vários fatores, entre eles podem ser citados os fatores que aumentam a expectativa do país, essencialmente o acesso a saúde e a educação, e os fatores prejudiciais, como a violência, criminalidade e a poluição. Entretanto é importante frizar que, segundo dados da ONU, a diferença entre os países mais e menos desenvolvidos vem diminuindo: de uma distância de 25,2 anos entre as expectativas de vida dos dois grupos em 1950-55 (41 contra 66,2 anos), a diferença caiu para 12 anos, menos da metade (62,9 contra 74,9). Na verdade, essa queda é inevitável, dada a tendência de envelhecimento global, pois as expectativas de vida dos países muito velhos crescem menos naturalmente. O recordista de expectativa de vida é o Japão, com 80,8 anos.

Expectativa de Vida - Introdução

Numa dada população, expectativa de vida é o número médio de anos que um indivíduo pode esperar viver, se submetido, desde o nascimento, às taxas de mortalidade observadas no momento (ano de observação). É calculada tendo em conta, além dos nascimentos e obituários, o acesso a saúde, educação, cultura e lazer, bem como a violência, criminalidade, poluição e situação econômica do lugar em questão.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O homem, as viagens




"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."
(Albert Einstein)

A curiosidade de conhecer o novo é inerente ao ser humano. A busca incessante do homem o leva a lugares jamais vistos, explorados ou habitados. E estas são as primeiras providências que o mesmo assume.


A procura constante pelo diferente obriga-o ao conhecimento, por conseguinte a humanização do espaço supra lunar, já que o mesmo se cansou do próprio habitat.

A curiosidade e a observação referente ao Universo estão presentes na história do homem desde a Antigüidade. Porém a grande percussora das descobertas só veio a acontecer no século XX. A Guerra Fria, disputa cientifica e tecnológica entre a União Soviética e os Estados Unidos da América, levou ao grande desconhecido o primeiro satélite artificial (Sputnik), ser vivo (a cadela Laika) e o primeiro homem a pisar no nosso satélite natural (Neil Armstrong), a Lua.

Atualmente o nível de desenvolvimento das nossas máquinas nos permite conhecer, através destas, a imensas distâncias em relação à Terra. Porém a viagem tripulada ainda é difícil de ser realizada pelas limitações do homem.

Ao passo da evolução dos estudos é provável que essas limitações sejam superadas, entretanto é essencial a realização de uma reflexão: o homem deve partir a novas viagens e abdicar do aprofundamento a nossa própria casa? É coerente preocupar-se com o outro e desistir do seu?

Reconhecer possíveis erros e concertá-los é uma árdua tarefa tendo em frente o novo. Porém se descuidarmos do presente iremos repetir os mesmos erros. Reconhecer a atual realidade e realizar viagens para dentro de nós mesmos é necessário para que futuramente possamos humanizar o novo. Considerando que este “humanizar” não mais teria o negativo sentido que vivenciamos atualmente.